DISRUPÇÃO NAS FEIRAS DE NEGÓCIOS: OU É INOVAÇÃO QUE CHAMA?


Foi em 2014 que fiz meu primeiro artigo falando em DISRUPÇÃO no setor das feiras de negócios.

Algum tempo depois fiquei muito frustrado quando percebi que a percepção da necessidade de um disrupção no setor caminhou apenas no sentido de criar mais facilidades para o público visitante em questões como acesso, credenciamento on line para evitar filas, aplicativos de matchmaking e mais facilidades nas coletas de dados de visitantes.

Até fiz outro artigo, comentando que essas medidas eram bem vindas, mas, que não passavam de mera obrigação dos organizadores quanto ao bem estar dos participantes. Não era disrupção, era apenas atendimento a demandas reprimidas.

A minha visão e o que busquei discutir naquela ocasião era e ainda o é hoje, a questão relacionada com a verdadeira disrupção: a ampliação do ciclo de vida das feiras de negócios. A necessidade de renovar o modelo tradicional no qual uma feira acontece por três ou quatro dias, morre e ressuscita um ano depois.

O mundo atual tem uma velocidade incompatível com esse modelo. Talvez ainda seja viável para alguns poucos setores industriais mais pesados nos quais as tecnologias andam um pouco mais lentamente, mas, no geral, não atende as necessidades da maioria. Mas, também não dá para fazer feiras boas com intervalos muito pequenos entre uma edição e outra. Então o que fazer para que as feiras possam ter a tão necessária CAUDA LONGA?

A resposta é uma só e é óbvia. Manter expositores e visitantes conectados, ligados, dialogando, estreitando o relacionamento, atuando para fazer mais negócios pós feira. Mas uma coisa é imprescindível para que essa solução funcione: Exclusividade de uso de uma plataforma digital para os expositores e visitantes que estiveram no evento presencial, caso contrário, haverá uma indesejável migração de público do presencial para o digital, desvalorizando o evento físico.

Diante de um momento de pandemia como o que estamos vivendo, é absolutamente natural pensar que se os organizadores das feiras que foram suspensas ou adiadas por conta do COVID 19 já dispusessem de algo assim, certamente seus expositores e os compradores de produtos destes, estariam agora dialogando facilmente em busca de oportunidades. Assim como estariam também tendo acesso a palestras e simpósios que tivessem sido gravados e colocados a disposição na plataforma on demand. Com tempo e disposição para isso...

Nunca foi, como continua não sendo, um incentivo a criação de feiras virtuais. Isso sabemos que não funciona. O que insisto é na virtualização das feiras existentes. Até porque tecnologia nenhuma vai se sobrepor ao que as pessoas experimentam de melhor em uma feira de negócios presencial na qual exercitam plenamente a EMPATIA, a INTUIÇÃO e a EMOÇÃO. Atributos exclusivos do presencial.

Quem sabe agora acontece a verdadeira DISRUPÇÃO? É o que eu espero, aqui sentadinho na poltrona próxima da janela do meu apartamento, de onde vi ontem um por do sol maravilhoso, um céu lindo, e agora vendo uma única pessoa passando na rua com algumas sacolas de supermercado, porque o mundo tá dentro de casa... Melhor seria se eu pudesse estar dialogando com expositores da última feira que participei... e ainda melhor seria eu estar, como sempre estou, em uma feira presencial, conversando olho no olho, apertando a mão das pessoas em um gesto de confiança e empatia. Ah, como eu ficaria feliz, nada substitui isso!

Um bom abraço, com bastante álcool gel pra todos.

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